O fato é que este episódio colocou em evidência a mistura de jornalismo e entretenimento, algo que deve ser feito com muita cautela. Notícia precisa ser apurada, chegada e, em casos como este, com citação de fontes. Aliás, é o caso da entrevista ao vivo para que não ocorra edição e nenhuma acusação de manipulação de falas. Também deve ser medido o tom da narração e é fundamental que o sensacionalismo fique de lado, afinal estão em jogo os sentimentos de familiares e a esperança de quem torce por Shaolin. Quando o circo pegou fogo, a repórter foi chamada ao palco com todas as provas de sua apuração, mas o estrago já era inevitável, mesmo que numa pequena dimensão. Nesta história há muito mais do que apuração de notícias. Estão em jogo interesses, preocupações, números e amizades. Também aparecem medo, fragilidade e esperança. Tudo isso no bastidor, muito longe do olhar do telespectador.
Que a infeliz (principalmente pelo tom e falta de alguns elementos na notícia) reportagem sobre Shaolin sirva de lição para todos os envolvidos no caso e também para quem acompanhou de longe.
Por: José Armando Vannucci
Nenhum comentário:
Postar um comentário